Para Crescer e ser feliz
Caixote lança livro manifesto sobre direito das crianças escrito pelas crianças da Maré.
Quase oito décadas depois da Declaração Universal dos Direitos Humanos, crianças e adolescentes moradores da Maré, no Rio de Janeiro, buscam e encontram as palavras mais acertadas para manifestar direitos que acreditam ser de todas as pessoas. São desejos simples, como ter a mãe pertinho e poder olhar pela janela.
A dupla de escutadoras Ananda Luz e Isabel Malzoni ouviu as reivindicações e organizou-as em um manifesto poético. Foi só o começo! Convidaram ilustradoras e ilustradores para se manifestarem junto. (Aliás, fico me perguntando como cada um de nós, adultos, poderia e deveria responder aos direitos reivindicados.)
O resultado está em suas mãos: um livro-manifesto que não cabe nas estantes. Que precisa chegar às escolas e aos espaços comunitários, gerar boas conversas e (tomara!) novos manifestos.
Bel Santos Mayer
Um livro que nasceu a partir da produção de Eu devia estar na escola (Editora Caixote, 2024), durante o qual cresceu o desejo de registrar os sonhos, as potências, os anseios e, principalmente, o que seria, para elas, inegociável para viver uma boa vida.
É lindo pensar juntos em um futuro melhor, embora possa ser sofrido também relembrar o que dói. É imenso convidar cada criança e cada adolescente para falar do sonho coletivo. Isso porque, com tanta violência, muitas vezes, a possibilidade de sonhar um lugar melhor escapa. E quem são as crianças e jovens que têm garantido o direito a sonhar com o futuro?
Aqui, juntos (crianças, adolescentes e adultos de diversas realidades), refletimos e reivindicamos sobre o que é preciso “para crescer e ser feliz”.

